STRANS reforça cuidado com pedestres e condutores com retirada de veículos abandonados através da Operação Trânsito Limpo, Cidade Limpa

Todos os veículos identificados foram notificados extrajudicialmente (Foto: Ascom Strans)

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (STRANS) registrou um aumento significativo no número de denúncias de veículos abandonados em vias e calçadas. Esses casos, além de prejudicarem a mobilidade urbana, representam riscos para pedestres, condutores e podem ocasionar graves acidentes.

Diante desse cenário, em maio deste ano foi lançada a Operação Trânsito Limpo, Cidade Limpa, que já recebeu mais de 60 denúncias. Todos os veículos identificados foram notificados extrajudicialmente, o que resultou na retirada voluntária por parte dos proprietários em 62% dos casos. Nos casos em que não houve cumprimento das determinações, a STRANS realizou a remoção de 11 veículos.

A operação tem como foco garantir a segurança viária e a preservação do espaço público, em cumprimento ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e ao Plano Diretor de Teresina, que proíbem a ocupação irregular de calçadas e vias por veículos abandonados ou em situação de sucata.

A STRANS reforça que a colaboração da população é essencial. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo WhatsApp (86) 3122-7617 ou pelo canal telefônico 118.

Strans orienta para a importância da faixa de pedestres e as regras para uma travessia segura

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) orienta que garantir a segurança dos pedestres durante a travessia das vias, essa é a função da faixa de pedestres, sinalização que existe na maioria das avenidas da cidade.

Parar antes da faixa de pedestres, dando preferência de passagem a pessoa sobre a faixa, é uma obrigação do motorista.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), não dar preferência é considerada uma infração, rende multa e pontos na Carteira de Habilitação (CNH).

Para além de uma gentileza, dar passagem é um dever. Ao dar passagem para o pedestre na faixa, o motorista não está apenas exercendo sua cidadania, está cumprindo com uma lei.

Sendo assim, sempre que chegar numa faixa, diminua a velocidade e redobre a atenção para ver se algum pedestre quer atravessar.

Caso o pedestre esteja atravessando ou queira iniciar a travessia da via, o motorista deve parar, aguardar que ele cruze a faixa com segurança e só então deve seguir em frente.

A preferência ao pedestre não é absoluta

Embora exista uma regra, segundo a qual os condutores de veículos são responsáveis pela segurança dos pedestres, o próprio Código de Trânsito também prevê as situações em que os pedestres terão a prioridade de passagem na via. Então vejamos!

Para cruzar a pista de rolamento o pedestre tomará precauções de segurança, levando em conta, principalmente, a visibilidade, a distância e a velocidade dos veículos, utilizando sempre as faixas ou passagens a ele destinadas sempre que estas existirem numa distância de até cinquenta metros dele.

Onde não houver faixa ou passagem, o cruzamento da via deverá ser feito em sentido perpendicular ao de seu eixo.

Como proceder para atravessar a faixa de pedestres

Quando você atravessar uma passagem sinalizada para pedestres ou delimitada por marcas sobre a pista, a atitude correta é:

  1. a) onde houver foco de pedestres, obedecer às indicações das luzes;
  2. b) onde não houver foco de pedestres, aguardar que o semáforo ou o agente de trânsito interrompa o fluxo de veículos.

Nos locais onde não houver faixa de travessia

Nas interseções e em suas proximidades, onde não existam faixas de travessia, os pedestres devem atravessar a via na continuação da calçada, observadas as seguintes normas:

  1. a) não deverão adentrar na pista sem antes se certificar de que podem fazê-lo sem obstruir o trânsito de veículos;
  2. b) uma vez iniciada a travessia de uma pista, os pedestres não deverão aumentar o seu percurso, demorar-se ou parar sobre ela sem necessidade.

Sobre as preferências de passagem

Os pedestres que estiverem atravessando a via sobre as faixas delimitadas para esse fim terão prioridade de passagem, exceto nos locais com sinalização semafórica, onde deverão ser respeitadas as disposições do Código de Trânsito Brasileiro.

Nos locais em que houver sinalização semafórica de controle de passagem será dada preferência aos pedestres que não tenham concluído a travessia, mesmo em caso de mudança do semáforo liberando a passagem dos veículos.

Nos locais em que existir sinalização semafórica, tanto o condutor do veículo quanto o pedestre devem atender às luzes respectivas, para alternar o direito de passagem. Neste aspecto, destaca-se que a sinalização semafórica tem como função, justamente, controlar os deslocamentos dos usuários da via.

E ainda, caso o pedestre já tenha iniciado a travessia, os condutores deverão aguardar que ele chegue com segurança até o passeio, mesmo após a mudança do sinal semafórico, liberando a passagem dos veículos.

O descumprimento das regras e as consequências

A desobediência desse dispositivo pode configurar uma das infrações de trânsito previstas no artigo 214, que amplia o direito de passagem do pedestre também ao condutor de veículo não motorizado, como bicicleta e outros veículos de propulsão humana, nas seguintes situações:

I – que se encontre na faixa própria;

II – que não haja concluído a travessia mesmo que ocorra sinal verde para o veículo;

III – portadores de deficiência física, crianças, idosos e gestantes;

IV – quando houver iniciado a travessia, mesmo que não haja sinalização;

V – que esteja atravessando a via transversal para onde se dirige o veículo.

Assim como os motoristas, os pedestres e ciclistas que não cumprem a legislação de trânsito também estão sujeitos às penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro.

Lembre-se que a faixa de pedestres é a sua segurança, mas ter cuidado é necessário. Antes de atravessar a via, mesmo sobre a faixa de pedestres, olhe bem para os dois lados e acene com a mão para pedir passagem. Tenha a certeza de que foi visto pelos motoristas e só atravesse com os veículos parados.

Strans implanta faixas de pedestres para mais segurança no trânsito

Mais ruas e avenidas de Teresina estão recebendo obra de implantação e de manutenção de faixa de pedestres. Até o final do mês serão revitalizadas as sinalizações da rua Areolino de Abreu, próximo ao cruzamento com a rua Riachuelo, e na avenida Deputada Francisca Trindade. Além disso, serão implantadas faixas novas na avenida Professor Camilo Filho, Portal da Alegria e rua João Virgílio.

“Esse tipo de sinalização é necessário para uma convivência mais harmônica no trânsito e está previsto na legislação. Também recebem o nome de área de segurança por serem um espaço realmente mais seguro para a travessia do pedestre, que sempre deve sinalizar com a mão quando vai atravessar”, orienta o engenheiro da Strans Cássio Edler.

Ele explica que o trabalho é necessário porque, com o tempo, há um desgaste da pintura, que requer manutenção. Em algumas vias é feita a implantação devido ao aumento de fluxo de veículos.

A revitalização de faixas já aconteceu na rua Barroso, avenida Zequinha Freire, no Mocambinho, rua Minas Gerais, rua Santa Maria Gorete, avenida José dos Santos e Silva, rua Magalhães Filho, avenida Perimetral em frente a Unidade Escolar Professora Mercedes Costa, rua Pedro Valetim, rua Maria de Lourdes Nascimento e rua Anchieta com rua Gibraltar, sendo nessa também executada obra de vaga especial para deficientes.

O Código de Trânsito Brasileiro estabelece que o pedestre tem sempre prioridade sobre os demais usuários da via. Além disso, o art. 214 define como infração de trânsito gravíssima, sujeita à penalidade de multa, deixar de dar preferência ao pedestre que estiver atravessando a pista na faixa a ele destinada.

Estacionar em passeios é a 12ª infração mais cometida na capital

A segurança no trânsito para pedestres está diretamente ligada à acessibilidade, sendo o passeio um dos espaços destinados à circulação exclusiva de pedestres e, em alguns casos, de ciclistas. No ano passado, a 12ª infração mais cometida em Teresina foi o estacionamento de veículos em passeios, um reflexo de que os condutores da capital ainda insistem no hábito de obstruir esses espaços.

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) registrou 4.268 infrações referentes à obstrução de passeios por veículos em 2019. A infração é considerada grave, com valor de R$ 195,23.

O gerente de operação e fiscalização da Strans, Denis Lima, pontua que a população costuma confundir o que é passeio e o que é calçada. “O passeio é a parte da calçada que é separada por pintura ou alguma barreira física e deve estar sempre livre de obstruções. O estacionamento em calçadas é permitido, desde que haja um espaço destinado à circulação do pedestre, que, no caso, é o passeio”, explica Denis.

O Código de Trânsito Brasileiro, através da Lei nº 9.503/97, institui que o trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito.

Denis alerta ainda para que os condutores façam a sua parte e prezem por um trânsito justo e acessível. “Manter os passeios desobstruídos pode evitar acidentes e até mesmo salvar vidas. Se o pedestre não anda pelo passeio para utilizar a via, ele põe sua segurança em risco”, completa.

Strans discute trânsito e acessibilidade com a população

Temas como trânsito e acessibilidade para pedestres e ciclistas foram discutidos na última terça-feira (10), durante o segundo dia de consultas públicas, realizado na sala 205 do Sebrae, Centro de Teresina. O debate aconteceu com a presença de entidades, líderes comunitários, estudantes e sindicatos, que deram sugestões para a construção do Plano Diretor de Mobilidade Urbana e Sustentável (PDMUS).

O Plano é o principal instrumento de planejamento dos sistemas de circulação e transporte de Teresina pelos próximos 20 anos e está sendo coordenado pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans).

Durante o debate sobre Trânsito e Sistema Viário, o representante do Sindicato dos Transportes de Cargas e Logística do Piauí (Sindicapi), Humberto Lopes, trouxe contribuições acerca do estacionamento no Centro da capital. “Precisamos pensar em uma estratégia para os estacionamentos no Centro da capital e uma logística de horários para carga e descarga de mercadorias”, disse o participante.

Ainda pela manhã, a professora Fabíola Lemos trouxe contribuições acerca do estacionamento de veículos em calçadas e sugeriu mais fiscalização para a construção do novo Plano. “Espaços para debates como esse são de extrema importância para construirmos uma cidade mais acessível e que respeite as leis de trânsito”, completou a professora.

No turno da tarde, a temática abordada foi Transporte Ativo, que engloba os direitos de pedestres e ciclistas. O arquiteto e urbanista, Luan Rusvell, é membro da União dos Ciclistas do Brasil (UCB) e trouxe colaborações a respeito da implantação de ciclovias. “A implantação de ciclovias deve ser bem planejada, o espaço destinado aos ciclistas deve transmitir segurança, com uma separação física que proteja o ciclista dos demais veículos”, sugeriu Luan.

O assessor técnico da Strans, Ricardo Freitas, definiu como produtivo o debate da terça-feira. “Na consulta pública diversos setores da população como secretarias, órgãos, gestores, grupos e associações estão contribuindo para a formação do diagnóstico do Plano, manifestando suas dificuldades e contribuições. Os resultados estão sendo positivos”, considerou o assessor.

As consultas públicas continuam nesta quarta-feira (11), na sala 205 do Sebrae, pela manhã, das 9h às 12h, os debates serão acerca do Transporte Rural, intermunicipal e interestadual. À tarde, das 14h às 17h, a temática será Sustentabilidade (econômica, ambiental e social).

Strans alerta que pedestres idosos estão em situação de risco no trânsito

Chama a atenção a quantidade de acidentes de trânsito envolvendo pedestres com idade a partir de 60 anos nas ruas de Teresina. Somente no primeiro semestre deste ano foram 109 acidentados, sendo 13 vítimas fatais e 86 graves. Os dados são do Relatório do Programa Vida no Trânsito.

Em 2018 foram 208 acidentados, com 30 vítimas fatais e 178 graves. Em 2017 foram 177 pedestres idosos vítimas de acidentes, com 28 mortes e 149 vítimas em estado grave. As estatísticas apontam que os pedestres ocupam a segunda colocação na quantidade de acidentes, perdendo apenas  para a categoria dos motociclistas.

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) alerta para a necessidade de um trânsito mais harmônico, com respeito às necessidades dos pedestres idosos, considerados a parte mais sensível por enfrentarem muitos obstáculos nas ruas, como dificuldade de locomoção, o excesso de velocidade dos veículos e a condução imprudente.

A gerente de Educação no Trânsito da Strans, Samyra Motta, explica que os idosos são a parte mais sensível por terem mobilidade reduzida e outras dificuldades como a visão, por isso a necessidade de mais atenção por parte de todos que fazem o trânsito. “O idoso tem dificuldade de perceber a velocidade dos veículos na via, de caminhar mais rápido, além da distração com mais frequência e muitos se deslocam sozinhos”, avalia.

Luiz de Sousa Santos tem 60 anos e nunca sofreu um acidente. Ele conta que está sempre atento à sinalização, além de ter muito cuidado nas travessias. “Existe boa sinalização na cidade, mas é preciso ter muita atenção e eu sempre levanto o braço para mostrar que eu quero atravessar a rua”, relata.

Samyra orienta que é necessário pensar no outro e respeitar as limitações do idoso. Sugere ainda que o familiar acompanhe a pessoa idosa e que os condutores de veículos respeitem o tempo para o idoso atravessar a via. “Não temos leis especificas para o idoso no trânsito, mas os condutores de veículos precisam ter a sensibilidade de respeitar as necessidades dessa parcela da população”, diz.

 

Cuidados para o idoso

Usar calçado fechado e adequado para caminhar;

Para atravessar a via, o idoso deve acenar com o braço perpendicular ao corpo para avisar que fará a travessia;

Aguardar o sinal do pedestre ficar verde e, se for necessário, pedir ajuda para outra pessoa;

Atravessar a via em linha reta;

Se estiver andando pela calçada, evitar ficar próximo ao meio-fio, pois alguma queda pode levar o idoso a cair na via, perto dos carros.